Resenha: A Mulher de Preto

Sinopse: O jovem advogado Arthur Kipps, foi enviado a cidade mercante de Crythin Gifford para verificar os documentos e os papéis particulares da recém-falecida Sra. Alice Drablow, uma viúva idosa que vivia sozinha na solitária e afastada Casa do Brejo de Enguia. Enquanto trabalha na casa, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. A situação piora quando ele entende que o vilarejo é refém do fantasma de uma mulher magoada, em busca de vingança.

Autor: Susan Hill
Editora: Record
Páginas: 208
Ano: 2012
Minha avaliação: 9/10

 

Resenha:

Arthur é viúvo, casado com Éster, padastro de Oliver, Will, Edmund e Isobel, e vive uma vida tranquila com sua família em Monk’s Piece. Numa bela noite de véspera de natal, Arthur estava na frente de sua casa, sentindo o prazer de ter sua família toda reunida, respirando um ar puro e desfrutando a beleza das coisas mais simples da vida, quando resolveu entrar e juntar-se a seus parentes. Entrando na sala de jantar, todos se calaram, esperaram que ele se sentasse, desligaram todas as luzes e começaram a contar histórias de terror. Após contarem várias histórias, seu enteado Edmund pediu para que Arthur compartilhasse uma história com todos, mas ele ficou totalmente desconfortável com a situação. Conhecia uma história, uma história real, não queria contá-la naquela ocasião, achava que não era o momento de despertar os fantasmas do passado e que sua história merecia uma atenção maior, então, decidiu colocar um ponto final nesse pesadelo adormecido que o atormentou por tantas noites e que até aquele momento, apesar de ter saído dos seus pensamentos, permanecia no seu inconsciente. Assim, Arthur começa a escrever sua história e é aí que tudo começa.

Não esperava muito desse livro, assisti o filme, o mais recente com Daniel Radcliff, à um tempo atrás e não tinha gostado tanto, achei pouco aterrorizante para a divulgação que teve. O livro é muito diferente da adaptação, a história é diferente, muita coisa que tem no livro não tem no filme e vice-versa, parece até que estamos lendo outra história. Gostei bastante do livro, Arthur era um jovem bem determinado e corajoso, as vezes sua coragem o fazia ser um pouco imprudente, como todo jovem é ou já foi alguma vez na vida, e isso me fez simpatizá-lo. O livro é bem intenso, misterioso, me prendeu bastante, e cada capítulo sempre terminava com um gostinho de quero mais. O final foi totalmente diferente do que eu esperava (já que esperava algo bem similar à adaptação), surpreendente.

Como nem tudo é um mar de rosas, existiram pontos fracos, pouquíssimos, mas existiram. O livro tem poucos diálogos, o que pode incomodar alguns tipos de leitores; detalha muito o clima e a paisagem, a cada dia que se passa na narrativa, o que, algumas vezes, pode tornar a leitura cansativa e monótona; e existem alguns erros, não propriamente ortográficos, mas trocas de palavras, ao invés de escrever “quanto”, escreveram “quando”, como se fossem erros de digitação. Salvo esses pontos, a leitura foi muito prazerosa e rápida.

Observação inútil: Quem tem facilidade de chorar, se assustar, ter pesadelos, durante uma leitura, pode sofrer um pouco (de um jeito positivo ou negativo, depende do referencial) quando ler esse livro. Não sou desses leitores, então tive uma noite tranquila após a leitura. Recomendo para todos aqueles que gostam de livros assustadores e misteriosos.

Beijos!

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2 thoughts on “Resenha: A Mulher de Preto

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